QUAL É A ORIGEM DESSSA IDÉIA?
Em Novembro de 2003, em Nova Delhi,
Índia, mais de 100 activistas de 50 países participaram
no Encontro Internacional da Campanha sobre o Comércio.
No final do encontro, os delegados emitiram uma convocação
para uma Semana Global de Acção. Esta proposta foi
discutida com as redes internacionais antes de ser apresentada
num seminário no qual estiveram presentes cerca de 5000
pessoas durante o Fórum Social Mundial de Mumbai, Índia,
em Janeiro de 2005. Milhares de activistas imaginaram já
que este evento virá a ser a maior mobilização
de sempre contra a pobreza.
QUAL
É A GRANDE IDÉIA?
De 10 a 16 de Abril de 2005 é
a Semana de Acção Global sobre o comércio.
A ideia é mudar a vida de milhões de pessoas mais
pobres do Mundo.
Vivemos num mundo de desigualdades
escandalosas, com milhões de pessoas submetidas à
pobreza. Mais que qualquer outra coisa, são as instituições,
condições, regras e práticas do comércio
internacional que mantêm os povos na pobreza.
Transformar essa situação
nunca foi tão importante como agora. E somos nós,
os povos do mundo, unidos na acção, que temos o
poder de fazer acontecer a mudança. O não de 2005
poderá vir a ser o ano que faremos História.
A
CONVOCAÇÃO.
Convidados todos os movimentos
sociais, as organizações de massa, as campanhas
e alianças locais e nacionais, para juntos organizamos
uma Semana de acção Global entre 10 e 16 de abril
de 2005.
A
SEMANA DE ACÇÃO GLOBAL NÃO É...
Uma rede ou campanha nova. É
uma oportunidade para as redes e campanhas existentes organizarem
acções conjuntas. Não é liderada por
qualquer organização ou grupo de organizações
e não há um comité coordenador. Qualquer
organização ou rede pode participar. Não
é uma acção ou série de acções
que todo o mundo tem de tomar conjuntamente. Há flexibilidade
para facilitar a participação das diversas campanhas
e redes conforme a vontade delas.
QUAIS
SÃO OS OBJECTIVOS DA SEMANA DE ACÇÃO?
São
o seguintes:
1.
Desafiar o mito do livre comércio.
O objectivo fundamental da semana de acção é
desafiar o mito, perpetuado pelos ricos e poderosos, de que o
livre comércio e a privatização são
as únicas respostas à pobreza mundial. Os governos
e os principais decisores políticos em toda a parte do
mundo engoliram esse mito. Os países pobres através
do mundo estão sendo forçados a abrir os seus mercados
às multinacionais e aos produtos importados baratos, muitas
das vezes subvencionados, e a parar de ajudar os seus próprios
produtores vulneráveis e a privatizar os seus serviços
essenciais tão como água e saneamento básico,
energia, educação e assistência social. Precisamos
acabar com este mito duma vez para todas.
2.
Colocar uma alternativa – a Justiça no Comércio.
A teoria económica do neoliberalismo e do livre comércio
que surgiu nos anos 80 e 90 foi uma reacção às
políticas comerciais centralizadas dos governos das décadas
anteriores. Porém, embora o Estado, às vezes, tenha
salvaguardado os interesses dos mais pobres, foi, muitas vezes,
visto como ineficiente e precisando de reforma. Por isso, o Estado
foi marginalizado e o mercado tomou conta do poder.
Nenhuma dessas políticas trouxe benefícios aos pobres.
Precisamos de uma mudança radical, se queremos ter qualquer
chance de acabar com a pobreza. Muitas pessoas estão chamando
esta mudança de Justiça no Comércio.
Durante esta Semana de acção, vamos apresentar uma
visão alternativa aos dois extremos. A Justiça no
Comércio entende que o mercado pode ter um papel na redução
da pobreza, mas somente se houver uma intervenção
estratégica do governo para fortalecer os mais fracos e
servir aos interesses dos pobres.
A Justiça no Comércio propõe políticas
que permitam às comunidades terem o controlo sobre os seus
próprios recursos e que facilitem os próprios esforços
do povo para sair da pobreza.
3.
Testemunhar.
A Semana de Acção é uma boa oportunidade
de contar o outro lado da História. Juntos, devemos testemunhar
para o mundo que o comércio livre e a privatização
infligem miséria a milhões de pessoas pobres. Essa
é uma oportunidade singela para as pessoas testemunhar
a partir das suas próprias experiências, e mostrar
a necessidade urgente de mudar o rumo da História.
A
Nossa Mensagem é:
NÃO à imposição
aos pobres dos acordos comerciais injustos, da liberalização
indiscriminada e da privatização generalizada.
SIM ao direito de todos
à alimentação, meios de vida, água,
saúde e educação.
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